Porto Alegre, 21 de novembro de 2021

Post 01.02.28

01 INTERNACIONAL,  02 Commodities/petróleo,  28 Número de ordem do post 

CANTINHO DA PANDEMIA:  No noticiário dessa manhã eu tomei conhecimento que Jean Castex, 56 anos, o primeiro ministro da França, foi contagiado de Covid19 pela sua filha de onze anos.

MERCADO DE COMMODITIES:   Eu estava dentro de um hangar do aeroclube da minha cidade natal quando pela primeira vez que eu me senti tocado pela importância do alumínio no âmbito da multiplicidade das atividades econômicas.

Eu fazia o meu curso de piloto privado, no início dos anos 60, quando eu percebi que o alumínio era utilizado na fabricação de aviões, navios e demais veículos.  Na verdade, na lista mental que eu criei naquela oportunidade o número de produtos parecia não ter fim.  O alumínio parecia estar em quase tudo que eu mentalizava.

Fui em busca das razões para que isso acontecesse e soube que ele era um metal leve e, ao mesmo tempo, resistente.   Leve porque pesava cerca de um terço do peso do aço e resistente por suportar a corrosão.  Ele só perde para o ouro em maleabilidade.

Daí, o fato dele estar presente em tanques, latas, grades, embalagens e até como combustível para foguetes.  E onde encontrar esse metal?   Ele é encontrado pelo homem na forma de mineral.   No caso mais comum, ele é encontrado na bauxita.  No Brasil, possuidor de imensa jazida de bauxita, ela se encontra, principalmente, no Pará e em Minas Gerais.  

Bem, a próxima etapa do meu post é situar o comportamento do alumínio à luz da recuperação da economia mundial.   Eu lembro de ter escrito anteriormente que no primeiro trimestre do ano passado a economia parecia ir à lona.  Depois ela tomou algum fôlego, se fortaleceu e hoje parece em pleno curso de retomada.

Então, nessa retomada que se configurou a partir do segundo trimestre de 2020, muitos preços ganharam altura e vieram a contribuir com o comportamento atual da inflação.   Dentre eles, aqueles relacionados às matérias primas.

À medida que a economia ingressou na retomada o crescimento global, as matérias primas acompanharam o ciclo mundial e, segundo algumas fontes que eu acessei, podem ter chegado ao teto no fim do mês passado. 

Entretanto, é preciso considerar que esse patamar alcançado não vale para todas as matérias primas porque o perfil das mesmas é extremamente diferenciado.

Eu acesso fontes para verificar o comportamento específico e recente do alumínio, medido em dólares por tonelada, e constato que  o valor recuou de US$ 2875,50, em 25 de outubro de 2021, para US$ 2679,50 na última sexta-feira, dia 19 de novembro corrente.  É importante ressalvar que nesse ínterim houve oscilações sistemáticas da cotação do alumínio.

O mundo vive um período sem precedentes na minha percepção.  Governos e empresas agem a partir dos seus diagnósticos sobre o que esperar da pandemia e como deve prosseguir a retomada da economia.   

Eu já nem falo em resiliência porque me parece que o tema se esgotou devido a incapacidade dos países vacinarem a maior parte da sua população.  Nesse sentido, eu abandonei a ideia de uma volta a normalidade porque a pandemia evidenciou novas ondas e outras variantes desconhecidas até então. 

Logo, nesse mundo de falta de sincronia entre demanda e oferta, inclusive de matérias primas, muitos agentes econômicos tomaram posições inesperadas no meu modo de ver, embora eu reconheça os motivos que definiram as suas estratégias de ação. 

Nesse ambiente, eu constatei que o alumínio foi uma das matérias primas que empreendeu o voo mais alto nessa conjuntura atual.  Daí ele ser considerado uma espécie de um tesouro metálico de parte de quem o dispõe e de quem o necessita.

E assim, foi com, apenas, relativa surpresa, que eu li nessa manhã que o Vietnã mantém um estoque guardado de alumínio de 1,8 milhão de toneladas, algo inimaginável para a minha visão de analista.   A quantidade é tamanha que as necessidades globais estariam amenizadas se o metal mantido na cidade de Ho Chi Minh fluísse para o mercado global.

Segundo a notícia, há montanhas de toneladas de alumínio, cobertas com lonas pretas que ocupam uma área de um quilômetro de extensão.  Essa matéria prima vale US$ 5 bilhões na cotação atual.   De acordo com a notícia o alumínio encontra-se naquele local à espera de uma sentença por prática comercial de dumping.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  UM DIA DE INVERNO EM SYRACUSE, NOVA YORK, 1970

Eu bati a foto abaixo num dia de inverno nas imediações da Syracuse University (SU) onde eu estudei nos Estados Unidos na década de 70.   A raízes da universidade remontam ao Genesee Wesleyan Seminary, que foi fundado em 1831 pela Igreja Metodista Episcopal em Nova York.  

Em primeiro plano está a área da cidade onde ficava localizada a Bookstore, a Livraria da SU.  Ao fundo e à esquerda está a torre do prédio do Hall of Languages, uma construção realizada no período de 1871-73  

O CENÁRIO RECENTE DO MERCADO DO ALUMÍNIO

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