Porto Alegre, 23 de novembro de 2021

Post 01.03.70

01 INTERNACIONAL,  03 Conjuntura europeia,  70 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Começo a perceber que a mídia está fazendo referência à presença de uma nova variante da Covid19 na África do Sul.

CONJUNTURA ECONÔMICA:  Eu escrevi sobre a inflação na Zona Euro no dia 18 do corrente mês.   Na oportunidade, eu redigi que a recuperação da economia estava em curso e que as projeções do incremento do PIB eram de 5,0% (2021) e 4,3% (2022).

Depois, eu falei sobre o comportamento da taxa de inflação no período.   Na ocasião, eu recorri ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), constante do Panorama Econômico Mundial do FMI, registrei que para o corrente biênio, o FMI projetou uma taxa de inflação de 2,2% (2021) e de 1,7% (2022).

O Velho Continente vivencia um novo confinamento na Zona Euro.  O que parecia ser um caso pontual generalizou-se e parece que está tudo de volta nessa nova onda da pandemia.   A infraestrutura hospital começa a ficar lotada e os sistemas de saúde estão procurando agir rapidamente para evitar o pior.

Para enfrentamento dessa situação a experiência anterior é extremamente válida.   O que preocupa às autoridades locais é se o que está acontecendo exigira medidas de emergência na área da economia.  Se tal hipótese se confirmar será imprescindível focal na produção regional e no comportamento da moeda local.

Nesse novo contexto, salta aos olhos a posição do Banco Central Europeu frente às suas instituições co-irmãs, qual seja, a de um enfrentamento da inflação vigente com a antecipação das taxas de juros mais elevadas.

Reiteradamente, Christine Lagarde, chairman tem afirmado que a elevação dos juros não pode acontecer antes que se perceba que a inflação convirja para a taxa de 2,0% ao ano.   E ela diz também que essa convergência deve ser inquestionável.

Essa tendência deve ser longeva implicando que é preciso projetar o cenário da economia regional levando em conta a permanência da inflação no período.

Nesse cenário, Lagarde parece ir além do que eu imaginava à medida que ela procura destacar os preços das mercadorias que não estão focadas em volatilidade.

Por tudo isso, a chairman do BCE parece estar visualizando a economia europeia para além de 2023, ou seja, nada no curto prazo.

Corroborando com tudo o que redigi acima, eu não posso ignorar a entrevista de Isabel Schnabel à mídia global.    Ela afirmou que a inflação de 2022 será muito maior do que se previa recentemente. 

Ela, Schnabel, que é membro do conselho do BCE, disse hoje que a inflação está claramente voltada para cima e que a mudança para a meta da Instituição somente deverá acontecer no médio prazo.  Nesse ínterim podem surgir mudanças de rumo sinalizando a impossibilidade de melhores previsões com relação ao futuro.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  COIMBRA, 1968

A primeira vez que eu fui a Coimbra foi no inverno, o dia escureceu muito cedo e eu me apressei em documentar a minha estada na cidade.   O resultado está comprovado na foto abaixo.

 

O BANCO CENTRAL EUROPEU E O MOMENTO DA INFLAÇÃO NA ZONA EURO

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