Porto Alegre, 24 de novembro de 2021

Post 01.10.04

01 INTERNACIONAL,  10 Conjuntura japonesa,  04 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Os consumidores norte-americanos estavam ávidos para irem às lojas na Black Friday, mas a notícia da presença da variante Omicron na África do Sul levou os compradores a migrarem da compra direta para a aquisição virtual.  

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CONJUNTURA JAPONESA:  O PIB do Japão recuou -4,6% em 2020 conforme os números divulgados na edição de outubro passado do Panorama Econômico Global do FMI.  Para o biênio corrente, os técnicos do Fundo projetaram que a economia daquele país crescerá 2,4% (2021) e 3,2% (2022). 

A par dos números do desempenho da economia, o Índice dos Preços ao Consumidor (IPC) foi nulo no ano da recessão global.  Para o corrente biênio o Fundo prevê uma taxa de inflação de -0,2% (2021) e de 0,5% (2022).

Ao destacar que o Japão trabalha com uma projeção de deflação para o corrente ano eu lembro de quantas vezes em que eu lecionava a disciplina de Cenários Econômicos Internacionais, no Programa de Pós Graduação em Administração na UFRGS, em décadas passadas, que eu me detinha em comentar o esforço dos japoneses em obter um incremento positivo anual no IPC.

Na conjuntura atual, a queda do PIB do Japão do terceiro trimestre foi muito além do que as autoridades esperavam.   O governo projetava que no terceiro trimestre haveria uma queda anualizada do Produto da ordem de 0,7%, mas o número oficial evidenciou um recuo de 3,0%.

Eu acredito que as autoridades locais devem agir rapidamente para evitar o pior.   Afinal, a economia do país cai, ininterruptamente a oito trimestres.   O momento atual é comparável aos dados vigentes para o ano de 2014. 

Por tudo isso, um pacote de estímulos nos moldes utilizados pelas economias avançadas é a opção que está à mesa de Fumio Kishida, o primeiro ministro empossado no dia 04 de outubro do corrente ano.

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Outro fato que eu julgo importante destacar com relação ao Japão é que o governo decidiu liberar reservas de petróleo para pressionar uma queda da cotação do barril.  Na verdade diversos países optaram por essa estratégia e o Japão aderiu a esse grupo. 

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  OS DIQUES NOS PAÍSES BAIXOS, 1969 

Quando eu cheguei à Holanda eu tinha muita vontade de conhecer os diques que mantém as águas do mar represadas de forma a permitir que porções de terras permaneçam secas. 

Naquela época não se falava em Internet, em www e em nenhum recurso que qualquer estudante dispõe atualmente para acessar informações.  Eu saí do hotel, peguei a estrada rumo ao norte e fui indagando onde eu poderia ver um dique.

Eu não dispunha de dicionário no carro e eu não sabia a tradução de dique para o inglês.  Então, em cada lugar que eu parava eu explicava que eu desejava chegar num lugar em que o mar estava represado.  A resposta era sempre a mesma, ou seja, o local estava sempre à frente.

Depois de algumas horas de estrada eu cheguei num restaurante, expliquei, mais uma vez, onde eu queria chegar e disse à pessoa atrás do balcão que a palavra em português era dique.   A pessoa sorriu e me disse em inglês: – Oh, dike.   

Ela me levou até à porta do estabelecimento e me mostrou o dique à frente do restaurante.  Moral da história: eu andei horas ao lado do dique e só naquele momento pude conhecê-lo.

A fotografia abaixo mostra o mar a minha direita e eu em cima do dique.  Perdi muito tempo naquele dia, contudo valeu a experiência de conhecer uma obra de engenharia daquela natureza.

 

FUMIO KISHIDA ENFRENTA O DESAFIO DE QUEDA DO RITMO DA ATIVIDADE ECONÔMICA EM AMBIENTE DE DEFLAÇÃO

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