Porto Alegre, 25 de novembro de 2021

Post 01.01.82

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura Global,  82 Número de ordem do post 

CANTINHO DA PANDEMIA:   O momento é complicado.  Há uma semana o avanço do ômicron na África do Sul é expressivo, extremamente intenso, mas há duvidas se a variante terá o mesmo impacto no Exterior porque o governo de Pretória informou que apenas 24% da população local está vacinada. 

CONJUNTURA GLOBAL:  O momento já era complicado.  Agora, ficou ainda mais.  O mercado soube da variante ômicron e reagiu na hora.   A advertência dos cientistas não sensibilizou a muitos “cidadãos do mundo”.  

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Eu lembro que há muitas semanas eu escrevi que as pessoas precisavam tomar a vacina.   Em vários países partes expressivas da população simplesmente não foram vacinadas e se negam a se medicarem. 

À época, a Organização Mundial da Saúde (OMC) informou que esse contingente populacional não vacinado formaria o meio adequado para o surgimento das novas variantes da Covid.

A recomendação dos cientistas foi infrutífera.  A ômicron está aí, à frente dos profissionais de saúde. Eu percebo que as autoridades europeias estão agindo rapidamente para adotar medidas preventivas.    Aqui, no Brasil, os noticiários repetem todas as noites os números das quedas em contágios e em óbitos.

Então, nessa terra sem receita para combater o desemprego, os estádios de futebol estão lotados, os shoppings mostram consumidores ávidos para compras na black friday e o carnaval está sendo planejado para ser um evento internacional inusitado.   

Parece que as lideranças nacionais convivem, sem traumas, com o gigante “deitado eternamente em berço esplêndido”.  

A questão maior com relação à variante é que ela é de elevado grau de transmissibilidade.   Eu li em diversas fontes que os cientistas temem que ela se transmita a uma velocidade superior às variantes anteriores. 

Preocupa-me, também, o impacto sobre a retomada global porque ela surgiu em diversos continentes ao mesmo tempo.  Há relatos que ela foi detectada na Bélgica, em Botswana, em Hong Kong e em Israel, tudo na semana passada.

Ao tomar conhecimento da nova variante da Covid19, a ômicron, Joe Biden afirmou que o processo de vacinação deve ser prioridade governamental e que é preciso fazer chegar os medicamentos aos países que não dispõe de vacinas.

O meu maior receio está associado ao grande número de reinfecções.  Se esse fato se confirmar e se propagar mundo afora certamente que será necessária uma vacina eficaz para ômicron.

Nesse ínterim haverá muita incerteza com relação ao comportamento da economia global.  Uma certeza parece evidente: a economia vai atrasar a sua retomada mundial.  Tomara que algumas lições tenham sido aprendidas pelas lideranças internacionais ao longo de toda a crise sanitária.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: CASTELO DE HIROSHIMA, 1974

O Castelo de Hiroshima foi reconstruído entre 1589-99 para ser a residência do daimiô do feudo, ou seja, do senhor das grandes extensões de terra  da região.  O prédio foi destruído pela bomba atômica, lançada pelos norte-americanos sobre Hiroshima, em 1945, mas a obra ganhou uma segunda reconstrução em 1958.

 

O prédio foi o QG do Império na Primeira Guerra com a China (1894-95).    Eu visitei o local em 1974, época em que ele já havia se transformado, desde 1958, em Museu de História de Hiroshima após a Segunda Guerra Mundial.

 

A VARIANTE ÔMICRON ATRASARÁ A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA GLOBAL?

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